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Alusivo ao Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF), assinalado anualmente a 6 de fevereiro, e este ano sob o lema “Acelerar o ritmo: Reforçar as alianças e construir movimentos para pôr fim à Mutilação Genital Feminina (MGF)”, decorreu, no passado dia 6, na Universidade de Cabo Verde, um atelier intitulado “Dialogar e construir parcerias para a abordagem da MGF em CV

O atelier, que decorreu em formato presencial e online, foi realizado pelo Centro de Investigação e Formação em Género e Família da Uni-CV (CIGEF) e a Alta Autoridade para a Imigração (AAI) e, tendo contado com a parceria do Fundo das Nações Unidas para a População - Cabo Verde (UNFPA-CV) e do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) e do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG).  Enquadra-se nas ações do Projeto Piloto “MGF: Conhecer e Capacitar para melhor intervir” implementado pela AAI, I.P e pelo CIGEF, em parceria com a UNFPA-CV.

Contou com a presença de representantes de instituições, ONG, associações de imigrantes em Cabo Verde e de estudantes da Universidade de Cabo Verde, tendo a sessão de abertura ficado a cargo da Secretária de Estado da Inclusão Social, a Dra. Lídia Lima, da Pró-reitora da Uni-CV, Dra. Sónia Semedo, e do Representante da UNFPA, Dr. David Matern.

No primeiro painel, cuja moderação foi assumida pela Enfermeira Denise Cardoso, a Dra. Deisa Semedo e a Dra. Clementina Furtado, apresentaram os dados provisórios do estudo sobre a perceção da Mutilação Genital Feminina em Cabo Verde, tendo partilhado informações sobre o nível de conhecimento e compreensão de instituições, organizações e profissionais em diferentes concelhos e ilha do país sobre esta prática, onde foi muito evidenciado a falta de preparação dos profissionais de saúde no atendimento e cuidados de saúde prestados ás sobreviventes da MGF.

 O segundo painel versou sobre a visão e as intervenções sobre a MGF, com enfoque no diálogo entre as instituições nacionais, e teve como moderadora a Presidente da Alta Autoridade para a Imigração, Dra. Carmem Barros Furtado. Enquanto oradoras, a Dra. Marisa Carvalho, Presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género, debruçou-se sobre as iniciativas de formação e sensibilização que têm sido levadas a cabo pelo ICIEG no seio das comunidades imigradas, e a Dra. Yorleydis Rosabal, em representação da Direção Nacional de Saúde, abordou os desafios identificados nos atendimentos e cuidados de saúde às sobreviventes desta prática. A Dra. Alice Frade, Coordenadora Geral do Projeto “Pilon di Mudjer/Senhoras de Si”, incidiu sobre o papel da sociedade civil, especificamente sobre esta organização na luta contra a MGF, tendo sido destacada a Campanha lançada, neste dia por esta ONG “Unidas pelo Fim da MGF”

Encerrando o painel, a Dra. Carmem Barros Furtado, enalteceu a necessidade de uma atuação estruturada e conjugada entre os sectores, propondo uma visão holística e uma abordagem transversal na abordagem da Mutilação Genital Feminina em Cabo Verde.

O encerramento da atividade foi feito pela Presidente da AAI, I.P, acompanhada pela Dra. Maria dos Anjos Lopes, Presidente da Faculdade de Ciências e Tecnologias da UNICV, e pela Dra. Carmelita Silva, Diretora do Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) da mesma universidade.